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48 dias: as dificuldades enfrentadas por Silvinho no Londrina

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Elenco deu respaldo para efetivação de Silvinho, mas o treinador teve comissão técnica reduzida, ausência de titulares e pouco tempo para desempenhar suas funções

Por Vinícius Eira
Foto: Gustavo Oliveira

Após o empate em 3 a 3 com o Cianorte, no último domingo (21), o Londrina optou pelo desligamento do técnico Sílvio Canuto. A curta passagem do treinador contou com apenas três jogos, uma comissão técnica reduzida, muitos desfalques de titulares e praticamente sem sinal de confiança para com o trabalho realizado.

Silvinho assumiu o Londrina no último jogo da Série C, contra o Remo, já que o técnico Alemão havia sido diagnosticado com a Covid-19, e teve que ficar em isolamento. Após a vitória que garantiu o acesso do LEC à Série B, e com apoio do elenco, o clube preferiu pelo desligamento de Alemão e efetivação de Canuto, que teria toda a pré-temporada para trabalhar, além de ajudar na formação do elenco que disputaria Paranaense e Série B.

Porém, uma dança das cadeiras nas funções começou. João Carlos Ruiz, preparador físico do Londrina desde o começo da era SM, foi mandado para sub-20, para que Guilherme Strass, que atuou com Canuto no sub-19 campeão do Paranaense em 2019, e homem de confiança do treinador, assumisse a função na equipe principal, com auxílio de Luiz Fernando Silva. Além disso, Strass também passou a ser o auxiliar técnico do Tubarão.

Ademais, antes da estreia do Londrina, contra o Maringá, em Arapongas, o clube teve mais um funcionário desligado: o analista de desempenho Sílvio Shiromoto. Portanto, Canuto teve a ausência de mais um homem de sua confiança, e em uma função fundamental para o futebol atualmente, já que toda a análise de adversário, dados, estatísticas e desempenho de jogadores é feita pelo profissional.

Soma-se tudo isso a dois jogos em Arapongas, um corpo de atletas com alguns titulares ainda lesionados, outros jogadores que ficaram um bom tempo sem jogar e estão retornando apenas agora, pouco sinal de confiança do clube, e apenas 48 dias de trabalho para chegar à demissão de um treinador e alguns de seus membros da comissão técnica. Outro fator que deve ser levado em consideração é que o próprio elenco havia solicitado a efetivação de Silvinho, um grupo com muitos jovens, e que inclusive foram treinados por ele na base.

Roberto Fonseca, principal cotado a assumir o posto, prefere trabalhar com jogadores com mais bagagem do que os que estão começando, tendo em vista que não oferece tantas oportunidades para atletas de base. O Londrina de 2018, na partida que enfrentou o Oeste em Barueri, onde praticamente perdeu as chances de acesso, tinha uma média de idade de 28,9 anos. O Novorizontino, último trabalho do treinador, e que perdeu nas semifinais da Série D para o Floresta-CE, tinha uma média de idade 29,4. O LEC titular que encarou o Cianorte domingo teve uma média de 25,7. O grupo todo do Londrina hoje não chega a 24 anos de média.

Com isso, depois de ostentar a marca de ter o treinador mais longevo do país, o Londrina passou a ter uma média de três por temporada, cada um com um perfil diferente – como podemos ver no parágrafo acima –, sem perspectiva a médio/longo prazo, e como disse o jornalista Lúcio Flávio em seu blog hoje, desperdiçando oportunidades de formar seus próprios profissionais.


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