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Malucelli confirma dívida do Portimonense ao Londrina e afirma: “Não dá mais para negociar”

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Clube português deve mais de R$ 3,5 milhões pelas compras de Anderson Oliveira, Casagrande e Rômulo

Por: Vinícius Eira

Em entrevista à Rádio Paiquerê 91,7 nesta quinta-feira (10), o gestor Sérgio Malucelli deu sua versão aos fatos da polêmica envolvendo o Portimonense de Portugal. Como divulgamos anteriormente, o Londrina publicou uma nota afirmando que acionaria a FIFA para receber o pagamento de dividas contratuais de três atletas: Anderson Oliveira, Casagrande e Rômulo. O montante está estabelecido em € 568.871,19 (R$ 3.556.407,00 na cotação atual).

Malucelli explicou como foi estabelecido os contratos, feito em forma de parcelas para que facilitasse o pagamento, e ajudasse na complementação da renda do LEC em 2020. Os portugueses deveriam quitar uma parcela em janeiro, outra em maio, e o pagamento da contratação em definitivo do zagueiro Pedro Casagrande em junho, mas nenhuma foi paga. O gestor ainda parcelou a divida de janeiro, mas os portugueses só pagaram a primeira parte. Por conta do atraso nos pagamentos, e da crise que vem afetando não só o futebol, como a todos, Malucelli cobrou com mais veemência as dívidas, e o Portimonense pediu o prazo do último dia 20 para acertas os pagamentos, mas atrasaram novamente.

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Outro fator que ruiu a relação entre Malucelli e Portimonense foi a defesa dos Algarves. Por meio de uma nota, e posteriormente de uma reportagem do jornal Record de Portugal, o Portimonense negou as alegações, dizendo que o próprio LEC tenha se negado a receber as prestações porque sua conta bancaria estava penhorada por problemas financeiros, e que os alvinegros aguardam indicações de qual conta devem mandar o dinheiro. O jornal Record afirma ter sido apurado e confirmado, Sérgio nega e diz que as informações da conta bancária vão em todos os contratos.

Além disso, a matéria afirma que o Londrina segurou o lateral Felipe Vieira muito além do período acordado entre o Sérgio e o Portimonense, com o atleta atuando no Brasil com salário pagos pelos portugueses, assim como outros três atletas que estão hoje aqui em Londrina: Jeferson Silva, Marcel e Ruster Santos. Por fim, os jornalistas relatam que o Portimonense sempre demonstrou boa vontade, pagando a estadia de Sergio Malucelli em Lisboa e Portimão no início do ano. O gestor negou as acusações, dizendo que inventaram mentiras para justificar os atrasos.

“ Eles fizeram uma defesa absurda dizendo que não devem nada ao Londrina. Inventaram um monte de besteira para dizer que não pagaram ou não falaram. Tudo isso que falaram é mentira, porque de fato os jogadores estão aqui, mas existe um contrato para isso, e no contrato está bem claro que eles pagam salário até o final do ano. Eles só ficaram na primeira divisão por conta de um problema com o Vitória de Setúbal. É isso que não dá para entender, o clube que brigou por isso e está com o mesmo problema”, afirmou.

Malucelli ainda relatou que o Londrina está bem documentado, tem todos os contratos e documentos em dia, e nos contratos existem todas as multas e juros para o descumprimento do acordo. Ele ainda completou, sob risos, que nunca viu um credor pedir para não receber sua dívida.

“Sou amigo do dono (Theodoro Fonseca) há 25 anos, sempre me dei bem e sempre fiz negócios com ele, e nunca tive problema. Mas esse não é o primeiro problema com clube brasileiro, já que há dois meses atrás teve um caso com o Atletico Mineiro, que cobraram na justiça; e lá em Portugal se checar em outros times, você vai ver que tem muitos problemas, mas comigo eu achei que ele não faria nada pela amizade que a gente tem. Desde janeiro venho tentando diálogo, porque esse é o único dinheiro que o Londrina vai receber ainda em 2020. Eu sou a favor da negociação (sem acionar a FIFA), mas chegou em um ponto que não dá mais”, disse.

Questionado se há a possibilidade desses atletas retornarem ao Londrina, Malucelli relatou que é impossível porque foi feita a venda desses jogadores, portanto, só o dinheiro interessa de fato. O gestor ainda trouxe na entrevista que o lateral Felipe Vieira pensa em abandonar o futebol porque se desentendeu com os dirigentes do Portimonense e o clube não vem cumprindo seu contrato.


PASTOR ASSINOU PRÉ-CONTRATO COM A FERROVIÁRIA-SP
Pastor não é mais jogador do Londrina (Gustavo Oliveira/Londrina EC)

Sérgio Malucelli também afirmou na entrevista que o lateral direito Pastor não faz mais parte do plantel do Londrina. De acordo com o gestor, o contrato de Pastor se encerraria em novembro e o clube buscou, desde a volta do futebol, a renovação, mas as partes não chegaram a um acordo. Malucelli afirma que o principal culpado é o empresário, que fez a cabeça do jogador para ganhar mais dinheiro. Segundo o gestor, o LEC ofereceu três contratos, todos aceitos por Pastor, mas não finalizados. O último tinha luvas R$ 100 mil e salário de R$ 25 mil. Pastor assinou pré-contrato com a Ferroviária-SP, e já foi embora sem se despedir de ninguém, segundo Malucelli.

“Não tem mais o que fazer, ele já assinou o pré-contrato e não podemos fazer mais nada. O empresário vai na cabeça do jogador quando está para vencer o contrato, dá um dinheiro para o atleta, que acaba achando que é o cara mais correto do mundo, e o clube que ficou três anos sustentando, pagando cursos, médicos, passa a não valer nada. Esse empresário dele nunca mais vai pisar aqui enquanto eu estiver”, enfatizou.


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