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NA CABEÇA DO TORCEDOR #09 – Guilherme Schneider

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Guilherme Schneider, 23 anos, Estudante

@gshinaa

Por quanto tempo sonhamos com o que aconteceu dia 18/10/2015, por quanto tempo esse sonho pareceu tão distante, e, após tanto sonhar estávamos alí, diante dele, eu e mais de 30 mil pessoas no estádio, mais várias delas em suas casas, com os olhos fixados na tela ou com os ouvidos grudados no radinho mas todas com o coração no mesmo lugar, no Estádio do Café.

Era um domingo ensolarado com o céu azul celeste e nuvens brancas – não podia ser diferente – e o Londrina Esporte Clube jogava o segundo, e decisivo, jogo valendo vaga na Série B do ano seguinte contra o Confiança-SE. O primeiro jogo havia sido 0x0 então só a vitória nos interessava já que empate com gols dava a vaga para o time sergipano. A tensão tomou conta a semana toda, chegava 2016 mas não chegava o tão distante domingo.

Mas toda essa espera e tensão valeu a pena, logo nas primeiras horas da tarde de domingo o entorto do estádio já estava todo azul e branco. Todos ali aguardavam a chegada do ônibus do Londrina, no famoso Corredor Alviceleste, então uma multidão tomou conta da Avenida Henrique Mansano e escoltou o ônibus por alguns metros passando toda energia e apoio que nossos jogadores precisavam.

Ônibus escoltado, apoio e energia passados, era hora de adentrar o estádio para o que interessava, os 90 minutos de bola rolando. Após subir a rampa do kartódromo e ter visão das arquibancadas já era possível mensurar o que estava em jogo ali, sonhos, promessas, alegria, amor, um estádio inteirinho em duas cores: azul e branco.

O jogo começou e o Londrina com sua, sempre vitoriosa, camisa branca, tratou de nos acalmar um pouco logo antes dos 15 minutos quando Luizão aproveitou o rebote do goleiro e empurrou pro gol de cabeça. Estávamos a 75 minutos da Série B. E foram os 75 minutos mais longos da vida.

A festa era aproveitada a cada momento, lanternas de celular piscavam em azul e branco, bandeiras tremulavam, 30 mil vozes cantavam juntas, todas elas esperavam o apito final. Até que ele veio. Letras B surgiram na torcida, a felicidade tomava conta de todos, era o fim de uma angústia que durava anos, era o tão esperado momento, a redenção! O Londrina Esporte Clube estava de volta a segunda divisão nacional.

Foto: Wellington Ferrugem

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NA CABEÇA DO TORCEDOR #09 Guilherme Schneider, 23 anos, Estudante @gshinaa Por quanto tempo sonhamos com o que aconteceu dia 18/10/2015, por quanto tempo esse sonho pareceu tão distante, e, após tanto sonhar estávamos alí, diante dele, eu e mais de 30 mil pessoas no estádio, mais várias delas em suas casas, com os olhos fixados na tela ou com os ouvidos grudados no radinho mas todas com o coração no mesmo lugar, no Estádio do Café. Era um domingo ensolarado com o céu azul celeste e nuvens brancas – não podia ser diferente – e o Londrina jogava o segundo jogo valendo vaga na Série B contra o Confiança-SE. O primeiro havia sido 0x0 então só a vitória nos interessava já que empate com gols dava a vaga para o time sergipano. A tensão tomou conta a semana toda, chegava 2016 mas não chegava o tão distante domingo. Mas toda essa espera e tensão valeu a pena, logo nas primeiras horas da tarde de domingo o entorno do estádio estava todo azul e branco. Todos ali aguardavam a chegada do ônibus do Londrina, no famoso Corredor Alviceleste, então uma multidão tomou conta da Avenida Henrique Mansano e escoltou o ônibus por alguns metros passando toda energia e apoio que nossos jogadores precisavam. Após a linda festa de recepção, era hora de adentrar o estádio para o que interessava, os 90 minutos de bola rolando. Após subir a rampa do kartódromo e ter visão das arquibancadas já era possível mensurar o que estava em jogo ali, sonhos, promessas, alegria, amor, um estádio inteirinho em duas cores: azul e branco. O jogo começou e o Londrina com sua, sempre vitoriosa, camisa branca, tratou de nos acalmar um pouco logo antes dos 15 minutos quando Luizão aproveitou o rebote do goleiro e empurrou pro gol de cabeça. Estávamos a 75 minutos da Série B. E foram os 75 minutos mais longos da vida. A festa era aproveitada a cada momento, lanternas de celular piscavam em azul e branco, bandeiras tremulavam, 30 mil vozes cantavam juntas, todas elas esperavam o apito final. Até que ele veio. Letras B surgiram na torcida, a felicidade tomava conta de todos, era o fim de uma angústia que durava anos, era o tão esperado momento, a redenção! O Londrina estava de volta a segunda divisão nacional.

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