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Raio-x: conheça os adversários do Londrina na segunda fase da Série C

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O Londrina está no grupo D ao lado de Remo, Paysandu e Ypiranga-RS. Confira o Raio X com análise dos adversários do LEC

Texto e arte: Vinícius Eira

Foi só na última rodada, mas o Londrina garantiu sua classificação para a segunda fase da Série C, e a luta por vaga ao acesso está muito aberta. Após um primeiro turno de boa evolução, e um segundo turno de altos e baixos, principalmente pelas exibições fora de casa, o Tubarão assegurou sua vaga com a 3ª colocação do grupo B, com 29 pontos, em oito vitórias, cinco empates e cinco derrotas, além da melhor campanha em casa e 4ª defesa menos vazada do certame. Por outro lado, foi o segundo pior time (ao lado do Criciúma) jogando longe do Estádio Café.

Ou seja, a solidez em casa, com oito vitórias seguidas, e a força defensiva carregaram o LEC a próxima fase. Em uma última rodada emocionante, o Tubarão esteve nas quatro posições do G-4 durante a partida contra o Volta Redonda, mas acabou em 3º, e fará a segunda fase com Paysandu, Remo e Ypiranga. Confira agora, por ordem alfabética, a análise desses adversários e o que esperar do grupo D do Campeonato Brasileiro da Série C.


PAYSANDU

Fundação: 2 de fevereiro de 1914;

Cidade: Belém-PA;

Estádio: Mangueirão, 35 mil torcedores;

Participações na Série B: 18 – campeão em 1991 e 2001;

Participações na Série C: 10;

4º do grupo A com 29 pontos: foram oito vitórias, cinco empates e cinco derrotas com 25 gols marcados e 14 gols sofridos.

Time base: Paulo Ricardo; Tony, Parema, Micael e Bruno Collaço; PH, Anderson Uchôa e Juninho; Uilliam Barros, Victor Feijão e Nicolas.

Chegaram: Jefinho (Operário), Mateus Anderson (Ponte Preta), Wellington Reis (Água Santa), Juninho (Mirassol), Carlão (Ferroviária), Victor Feijão (Figueirense) e Marlon (Porto-PE).

Saíram: Caíque (Grêmio Novorizontino), Vinícius Leite (Avaí) e Erik Bessa (Aparecidense).

Craque: Anderson Uchôa. Quando questionado sobre o destaque do Papão nessa Série C, a torcida é quase unânime em responder o nome do volante. Com passagens por clubes como Cruzeiro, Paraná e Fortaleza, Uchôa chegou ao Paysandu no ano passado, mas caiu nas graças da torcida. O volante tem boa antecipação, bom desarme, é um leão na frente da área, e foi um dos principais responsáveis pela recuperação do clube na competição e excelente desempenho defensivo, já que o Papão só sofreu um gol nos últimos oito jogos. É difícil passar pelo Uchôa.

Anderson Uchôa é o cão de guarda do Paysandu, e foi fundamental na retomada da equipe (Jorge Luiz/Paysandu)

Técnico: João Brigatti. O Paysandu está no seu terceiro treinador só nesta Série C. O clube começou com Hélio dos Anjos, que quase levou o Papão ao acesso ano passado, teve quatro jogos com Matheus Costa, cujo casamento não deu certo nem com diretoria, nem com torcida, até chegar a João Brigatti. O técnico, de 56 anos, comandou o Papão por seis partidas, ainda não perdeu, sofreu apenas um gol e levou a equipe a segunda fase em uma boa arrancada. É a terceira passagem de Brigatti no clube. Em 2014, foi auxiliar de Mazola Júnior quando o Lobo foi vice-campeão da Série C, e em 2018 foi rebaixado na Série B. O técnico ainda conquistou o acesso da C para a B ano passado com o Sampaio Corrêa.

Campanha: O Paysandu fez uma campanha ruim no primeiro turno, quando dividia atenção entre Série C e Paraense, e chegou a flertar com a zona de rebaixamento. Mas para o segundo turno, tudo mudou. A última derrota foi à oito jogos, na primeira rodada do returno. De lá para cá foram cinco vitórias e três empates, com uma defesa quase impenetrável desde então. O último gol sofrido foi no fim de outubro. Por outro lado, o Paysandu é a equipe que mais levou cartões amarelos entre as classificadas para a segunda fase, com 55, em uma média de pouco mais de três por jogo. Mas o grupo bastante coeso, e a regularidade sob o comando de João Brigatti animam o torcedor do Papão em busca da Série B.


REMO

Fundação: 5 de fevereiro de 1905;

Cidade: Belém-PA;

Estádio: Mangueirão, 35 mil torcedores;

Participações na Série B: 21;

Participações na Série C: 7 – campeão em 2005;

2º no grupo A com 31 pontos: foram oito vitórias, sete empates e três derrotas com 20 gols marcados e 10 gols sofridos.

Time base: Vinícius; Ricardo Luz, Mimica, Rafael Jansen e Marlon; Charles, Lucas Siqueira e Felipe Gedoz; Hélio Borges, Tcharlles e Salatiel;

Chegaram: Augusto (América-RN), Salatiel (Náutico), Felipe Gedoz (Nacional-URU), Wellisson (Vitória) e Eron (Vitória).

Saíram: Neguete (América-RN), Lukinhas (Ipatinga), Douglas Packer (Treze) e Giovane Gomez (Caxias).

Craque: Vinícius. Se Remo tem a melhor defesa do campeonato, um dos responsáveis é o goleiro Vinícius. Com apenas 10 gols sofridos nos 18 jogos da primeira fase, o arqueiro do Leão vem passando muita segurança, não só para a torcida como para seus companheiros garantindo resultados em alguns jogos, e defendendo pênaltis contra Jacuipense e Vila Nova. O goleiro de 36 anos está a quatro temporadas vestindo a camisa azulina, e é tão ídolo por lá que foi o único jogador em atividade a ganhar uma eleição para vereador, com mais de sete mil votos em Belém no último mês.

O goleiro, e a partir do ano que vem vereador, Vinícius garantiu ao Remo a melhor defesa da primeira fase (Ivan Duarte)

Técnico: Paulo Bonamigo. O Remo começou sua campanha na Série C com um técnico que até hoje dá calafrios no torcedor londrinense, Mazola Júnior, que teve apenas duas vitórias em sete jogos e acabou sendo demitido. Então a diretoria optou por ainda mais experiência, e trouxe Paulo Bonamigo, de 60 anos. O treinador, que já rodou o Brasil e o Emirados Árabes, chegou ao Remo para a segunda passagem após 20 anos, com a missão de reestruturar o clube e buscar a vaga. E com mais solidez defensiva, o Remo só sofreu cinco gols nos 11 jogos de Bonamigo, venceu seis jogos e garantiu a segunda colocação no grupo.

Campanha: Apesar da troca de técnicos, o Remo foi umas das equipes que mais manteve a regularidade positiva na Série C, muito por conta da poderosa defesa. Com apenas as duas derrotas para o poderoso Santa Cruz, e uma para o Ferroviário, o Remo se manteve empatado com Vila Nova e Santa Cruz como os times que menos perderam na primeira fase. Por outro lado, os sete empates, seis deles por 0x0, preocupa para a segunda fase, onde as equipes precisam se expor para pontuar e conquistar o acesso. Portanto, a torcida Remista aposta na defesa, mas espera um ataque um pouco mais positivo e ativo para retornar a Série B após 13 anos.


YPIRANGA

Fundação: 18 de agosto de 1924;

Cidade: Erechim-RS;

Estádio: Colosso da Lagoa, 22 mil torcedores;

Participações na Série B: 0;

Participações na Série C: 6;

Líder do grupo B com 31 pontos: foram nove vitórias, quatro empates e cinco derrotas, com 31 gols marcados e 26 gols sofridos;

Time base: Deivity; Muriel, Luís Eduardo, Zé Mário e Tárik; Reinaldo Dutra, Clayton e Mossoró; Caprini, Jean Silva e Neto Pessoa.

Chegaram: Caprini (Juventude), Maicon Campagnolo (Brasil de Pelotas), Luís Eduardo (Esportivo), Assis (XV de Piracicaba), Ricardo (CRB), Quirino (Taubaté) e Revson (Brasil de Pelotas).

Saíram: Henrique Ávila (Barra), Vinícius Tsumita (Metropolitano), Renato (Canaã), Zotti (Brasiliense) e Fernandinho (Ferroviária).

Craque: Neto Pessoa. O vice-artilheiro da Série C, com 10 gols, vive um momento iluminado. Se já não bastasse o título da 3ª divisão ano passado com o Náutico, nesta temporada, Neto Pessoa quer levar a equipe Canarinha pela primeira vez à Série B. Nos últimos 10 jogos, o atacante balançou a rede em sete, e foi um dos principais responsáveis pela sólida campanha do Ypiranga. Além disso, o atleta já marcou gol contra o LEC no campeonato, naquela vitória emocionante do Tubarão no Estádio do Café por 3×2. Portanto, olho nele!

O atacante Neto Pessoa já marcou 10 gols nessa Série C (Itair Júnior/Giramundos Futebol)

Técnico: Celso Teixeira. O Ypiranga vinha com uma campanha sólida, até que uma notícia surpreendeu a todos. A equipe anunciou a saída de Paulo Henrique Marques, em comum acordo das partes, na antepenúltima rodada da primeira fase. O treinador foi para o São Luiz-RS disputar a Série D, e o Canarinho rapidamente anunciou Celso Teixeira, de 59 anos. O comandante acumula 58 trabalhos em 26 anos de carreira, e só neste ano foram cinco clubes diferentes. Mas o início foi promissor, com duas vitórias em dois jogos, e a expectativa pela primeira Série B da história do Ypiranga é grande.

Campanha: Como dito anteriormente, o Ypiranga fez uma campanha sólida na Série C, estando na vice-liderança do grupo por nove rodadas seguidas. Na reta final, ficou três jogos sem vencer, o comando técnico foi trocado, e aí vieram dois triunfos consecutivos – incluindo a vitória contra o Ituano em São Paulo –, e o escrete Canarinho terminou a primeira fase na liderança. O Ypiranga ainda garantiu o segundo melhor ataque (31 gols), sendo a segunda equipe que mais venceu (9 vitórias), e com a segunda melhor campanha em casa. Mas por outro lado, a defesa preocupou, com 26 gols sofridos (segunda defesa mais vazada junto com o Brusque). Se encontrar um melhor equilíbrio entre defesa e ataque, é um dos favoritos ao acesso.


O Londrina estreia no próximo sábado (12), às 17 horas, no Estádio do Café, contra o Remo.


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