fbpx

EXCLUSIVO – ‘Acredito que o Londrina vai subir esse ano’, diz Sérgio Malucelli

Share this...

O TubaCast desta semana é com o presidente da SM Sports e gestor do LEC, Sérgio Malucelli, que está a frente do clube desde 2010, e soltou o verbo sobre essa década alviceleste

Por Vinícius Eira
Foto: Jefferson Bachega/Londrina EC

E para fechar abril com grande estilo, nada mais justo que uma entrevista em grande estilo, o TubaCast desta semana trouxe Sérgio Malucelli. De um jeito que você nunca viu, o gestor do Tubarão desde 2010 abriu o jogo falando sobre as equipes que montou, relação com jogadores, episódios de raiva, bastidores de grandes momentos do clube e expectativa para a temporada de 2021.

Sérgio Malucelli assumiu a gestão do Londrina a partir da temporada de 2011, após rompimento de contrato do clube com a Big Papel, representante do Grupo Universe. Mas o próprio Sérgio afirmou que esse início foi muito difícil, afinal, a imagem do clube estava muito queimada em todas as esferas.

Todas as viagens tinham que ser pagas antecipadamente, já que nenhuma empresa confiava no LEC. Além disso, o gestor teve de construir o CT e trazer todos os jogadores, porque o clube não tinha nenhum. Mas desde aquele momento, e no próprio contrato, a promessa era de entregar o clube na Série B em 2020.

“A nossa pretensão era deixar o Londrina pelo menos na Série B em 2020, e graças a Deus nós conseguimos. Muita gente reclama que caiu em 2019, mas isso faz parte, você não vai acertar 10 anos seguidos como nós acertamos. Era um fato inédito no futebol, nós fizemos um negócio diferente mesmo, porque não é fácil ter 10 anos de sucesso, e nós tivemos seis meses que foram ruins. Mas em compensação, terminamos dentro do que foi estabelecido em contrato”, afirmou Malucelli.

Mas passada a labuta, Sérgio destacou que a sequência no Londrina foi muito boa, com título Paranaense, Primeira Liga e acessos. Porém, por outro lado, o gestor diz que o melhor time que montou com o Londrina foi o que acabou sem conquistas, o incrível LEC de 2013. Para ele, o time era muito bom, encaixado, unido e com jogadores que não eram conhecidos, que vieram do Iraty. Por isso, o gestor pede paciência com o elenco que está sendo montado nessa temporada.

E falando sobre o sofrimento que o torcedor passa em alguns momentos com o Londrina, Sérgio diz que acaba sentindo o dobro, porque além do lado financeiro, ele conclui que também tem o sentimento de coração. Segundo Malucelli, dentro de campo, ele deixa de ser dirigente e passa a ser torcedor, e como o próprio afirma, o torcedor número 1. Malucelli conclui dizendo que muitos dos episódios de explosão dele, e alguns até injustificáveis como o próprio relatou, acabam sendo motivados pelo coração, ou por odiar perder, principalmente para alguns times.

Questionado sobre isso, ele responde:

“Um deles era o J Malucelli, porque era parente. Quando perdíamos eu ficava louco, porque a primeira ligação era do meu primo tirando sarro. Depois o Coritiba, que é um time que eu não gosto, e perder para eles é ruim. Outro é o Operário, que se acha acima do Londrina e não vai ser nunca. E já até falei para o Fonseca que ele pode perder o campeonato, mas não pode perder para o Operário”, concluiu sob risos.

Tencati_SergioMalucelli_Londrina_23-11-2017_FotoGustavo OliveiraLEC01
Sérgio Malucelli e Tencati, uma parceria que rendeu muitos frutos ao Londrina (Gustavo Oliveira/LEC)

E sobre os momentos de raiva que citou acima, Malucelli diz que muitos deles são motivados por essa paixão, mas também para o bem dos próprios atletas. O gestor afirma que procura sempre ter uma relação boa e fazer o melhor para todo mundo, mas se o resultado não vem, não tem como ele ficar alegre. Além disso, Sérgio destaca que o jogador só entende que as coisas não estão boas quando sente no bolso ou no estômago, relembrando algumas jantas não pagas para os jogadores, como Rone Dias contou no último TubaCast sobre Paranaense de 2014.

Mas voltando ao presente, e destacando as maiores dificuldades que teve no Londrina, Malucelli relata que 2020 foi uma temporada muito dura. O gestor disse que em 28 anos de futebol, nunca havia atrasado um pagamento, mas na última temporada deveu quatro meses de direito de imagem e três meses de pagamento da folha salarial. E tudo isso por uma soma de fatores que prejudicaram muito o clube.

“Primeiro, nós caímos, e isso prejudicou muito para arrumar patrocínios. Vínhamos de um gasto de R$ 1,2 milhão por mês da Série B, então precisei cortar gastos. No início, eu mandei bastante gente embora para tentar diminuir, mas foi pior ainda porque aí você tem as rescisões e encarece muito mais. Depois, fui a Portugal tentar receber o dinheiro que o Portimonense estava devendo, e não recebi (dívida que o clube não quitou até hoje). Chega março, vem a pandemia e piorou tudo de uma vez. No fim, ainda consegui diminuir a folha para R$ 900 mil, mas mesmo assim ainda tive quase R$ 12 milhões de salário anual, e sabe quanto tivemos de entrada? Nem R$ 2 milhões. Então o prejuízo foi muito grande. Por isso o acesso foi tão importante, porque nenhum clube que cai aguenta dois anos de Série C”, completou.

Depois do acesso, teve a contratação de Silvinho, e Malucelli também falou sobre. Ele destacou que trouxe o treinador para o último jogo por conta da sua identificação com clube. Com a conquista do objetivo final, Sérgio havia prometido ao mesmo a oportunidade no Paranaense. Mas além dos resultados que não vieram dentro de campo, o rendimento nos treinamentos não correspondeu ao que o clube queria, e então, com a ameaça de paralisação do estadual e aproximação do Brasileiro, o gestor disse que tinha que fechar com Roberto Fonseca porque acredita que o Silvinho ainda não está preparado para uma Série B.

E essa volta à Série B já dá esperança, não só ao torcedor, mas também ao gestor. Segundo ele, as coisas já melhoraram bastante, com verba de TV entrando, mais visibilidade e patrocínios. Malucelli afirmou também que esperava sofrer um pouco nesse início por não poder fazer contratações por conta da baixa cota de imagem do Paranaense, que praticamente foi utilizada para pagar os testes de Covid-19, além das dívidas da temporada passada. Porém, com a Série B chegando, os reforços também vão aparecendo. Sérgio disse que o elenco para o Brasileiro está praticamente fechado e será bem experiente e competitivo, mas os jogadores só vão chegando com o fim de seus estaduais.

Olha, (a Série B) vai ser um campeonato muito difícil, uma mini Série A, porque times grandes desceram. Então vai ser um campeonato dificílimo. Mas eu confio muito, principalmente pelo fato de que, quando o Londrina joga contra os times grandes, ele se engrandece mais ainda, e os resultados nossos sempre vêm com os grandes. Então, eu tenho muita confiança no trabalho que nós estamos fazendo e nos jogadores que nós estamos contratando. Tenho até medo de falar, mas eu ainda acho que o Londrina vai subir esse ano”, completou.

Além de tudo isso, Sérgio Malucelli relembrou quando dividiu as premiações da Primeira Liga com Cruzeiro e Atlético-MG, mas saiu no prejuízo; sobre as conversas para barrar transferência do Vitor antes da estreia no LEC; dúvidas sobre o Danilo no primeiro treino; sobre a história do Ayrton sobre o dia que chutou um balde com pedra no vestiário; briga com Celsinho e com juiz no jogo contra o Brasil de Pelotas e muito mais. Para conhecer esse lado do Sérgio Malucelli que você nunca viu, acompanhe o TubaCast completo abaixo, ou no seu agregador de podcast favorito.


LEIA MAIS

Londrina encaminha contratação de Salatiel
Em jogo fraco, Londrina fica no zero com o Toledo e segue sem vencer no PR
William Batoré revela desejo de jogar no Londrina e afirma que jogaria até de graça pelo clube

BAIXE O APLICATIVO DA TUBARÁDIO GRATUITAMENTE!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *