Após a derrota por 4 a 0 na partida de ida da 4ª fase da Copa do Brasil, muitos torcedores do Londrina Esporte Clube já abriram mão de acreditar em uma virada Alviceleste neste confronto contra o Bahia. Que é muito difícil conseguir reverter um placar contra uma equipe qualificada como a do Esquadrão de Aço, é sim, mas por que não acreditar em uma virada histórica, daquelas que só o Londrina é capaz de proporcionar? Veja alguns exemplos abaixo que o Tubanautas apresenta:

Final do Campeonato do Norte de 1962

Vamos voltar lá atrás, no início da história do Tubarão, que naquele período ainda era Londrina Futebol e Regatas e era conhecido como o Caçula Gigante. Na decisão do Campeonato do Norte Paranaense, o campeão iria disputar o título estadual num triangular que já contava com Cambaraense e Coritiba.

Na decisão do Norte, Apucarana FC e Londrina FR. Naquela época, as decisões eram jogadas em melhor de três partidas, quem somasse mais de cinco pontos primeiro, era o campeão. No dia 23 de fevereiro de 1963, a primeira partida entre os clubes e terminou em 1 a 1, em jogo disputado em Apucarana (PR).

No 2º jogo, em Londrina (PR), vitória dos visitantes por 2 a 1. Para a terceira e que poderia ser a decisiva, um empate bastava para a equipe da Cidade Alta. Como já tinha sido jogado uma partida em casa cidade, o jogo foi para um campo neutro, na cidade de Curitiba (PR). No dia 10 de março de 1963, o Londrina FR derrotou o Apucarana FC por 3 a 2 e forçou uma quarta partida para saber quem seria o o campeão do Norte.

Três dias mais tarde, novamente em Curitiba (PR), nova vitória do Caçula Gigante por 2 a 1 e o Londrina FR pôde comemorar o título do Norte, que garantiu sua vaga no triangular final do Paranaense, em que acabou como o campeão posteriormente.

O Pacto de Goiânia e a classificação em 1977

O famoso “Pacto de Goiânia” é uma das histórias mais conhecidas da Londrina Esporte Clube. Após não ir bem na primeira fase do Campeonato Brasileiro da 1977, o Tubarão foi para a repescagem, caindo no Grupo P ao lado de Athletico Paranaense, Goiás, Vila Nova e Goiânia. Com a vitória sobre o Goiânia e a derrota para o Athletico, o Alviceleste precisaria vencer as duas partidas no Estado de Goiás para voltar classificado a 3ª fase.

Sem confiar no time, o Londrina viajou para Goiânia sem nenhum dirigente com a equipe. Os jogadores se reuniram e decidiram firmar um pacto de voltar classificado para mostrar aos que não acreditavam que o time poderia avançar de fase. Pois bem, o primeiro adversário era o Vila Nova, em Goiânia (GO), no Estádio Serra Dourada. Com o gol de pênalti de Xaxá, o Tubarão continuou vivo na competição, mas para isso, teria que derrotar o Goiás.

Três dias depois, novamente no Estádio Serra Dourada, o Tubarão virou a placar para cima do Esmeraldino com dois tentos do atacante Brandão e com o resultado, o Londrina avançou para a próxima fase do Brasileiro de 1977, o resto da história todo torcedor Alviceleste já conhece.

Dois gols que fizeram Serafim Meneghel pirar

Final do Campeonato Paranaense de 1992, Estádio do Café e a final Caipira, entre Londrina e União Bandeirantes. Na partida de ida, dia 5 de dezembro do mesmo ano, empate por 0 a 0. No segundo jogo, dia 12 de dezembro, o União abriu 2 a 0 no placar no início do 2º tempo. Com a garra e força da torcida, Tadeu converteu o pênalti e Márcio Alcântara, aos 45 minutos da segunda etapa, empatou o jogo, forçando a terceira partida.

Muito dizem que o presidente do Caçula Milionário, Serafim Meneghel já estava comemorando o primeiro título Paranaense da história neste momento. No terceiro e decisivo jogo, gol de João Neves e o terceiro título estadual para o Tubarão.

Um adversário do próximo confronto, brilhou em 2014

Talvez a virada mais parecida com que o Londrina precisa diante do Bahia. Semifinal do Campeonato Paranense de 2014, entre Athletico Paranaense e Londrina. Na partida de ida, no Ecoestádio, em Curitiba (PR), com um jogador a mais, o Furacão conseguiu a virada no jogo e fez 3 a 1 no Tubarão.

Na partida da volta, no dia 3 de abril de 2014, no Estádio do Café, o Furacão abriu o placar logo aos 14 minutos do 1º tempo. Isso forçaria o Alviceleste a marcar quatro gols para se classificar no tempo normal ou três, para levar a decisão para a marca da cal. No final da primeira etapa, o rei Arthur, que hoje está no Bahia e é conhecido como Arthur Caíke, empatou a partida para o Tubarão.

Na segunda etapa, no embalo da torcida, Joel e com mais dois gols de Arthur, o Londrina derrotou o Athletico e se classificou para a final do estadual, onde venceu o Maringá FC na final no Estádio Willie Davids, em Maringá (PR).

Novamente uma sobrevida do Tubarão, que o levou para a final e o título

Mais recente, em 2017, na semifinal da Copa da Primeira Liga, contra o Cruzeiro, no Estádio do Café. O clube mineiro abriu dois a zero no placar, com um gol no primeiro tempo e outro, na segunda etapa. Já próximo dos 40 minutos do segundo tempo, Safira, diminuiu com um cabeçada certeira.

No último lance, Safira invadiu a área e foi derrubado. No pênalti, Germano bateu com muita categoria no canto direito de Rafael, empatando a partida e levando para as penalidades máxima. Na marca da cal, brilhou a estrela do goleiro César, que fez três defesas e ajudou a classificar o Tubarão para a final da Copa da Primeira Liga, onde o Tubarão também acabou levantando a taça.

Londrina x Bahia

Por que não acreditar que o Londrina consiga um resultado histórico na noite da próxima quinta-feira (25), no Estádio do Café, às 19h15, na partida de volta da 4ª fase da Copa do Brasil. A história rica desse clube mostra que pode acontecer um milagre.

Bora ir apoiar o time da cidade neste confronto diante do Bahia, que já é histórico só pelo fato do Tubarão ter alcançado a 4ª fase da Copa do Brasil.

Foto: Gustavo Oliveira/ Londrina EC Oficial.