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EXCLUSIVO – Vitor abre o jogo sobre sua passagem no LEC, opção religiosa, volta aos gramados e afirma: “Quando eu vestia o manto, me sentia o Super-Homem”

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O Tubacast #004 teve a presença ilustre do goleiro Vitor, que passou pelo clube entre 2014 e 2016, e falou sobre sua carreira brilhante, que ainda está ativa. Confira tudo que rolou nessa resenha

Por Vinícius Eira
Foto: Reprodução/RPC

Celebrando o mês de aniversário do Londrina Esporte Clube, o Tubacast está fazendo entrevistas exclusivas com ídolos da história recente do Tubarão. E o primeiro convidado especial foi o goleiro Vitor, que teve passagem no LEC entre 2014 e 2016, conquistou um Campeonato Paranaense, e foi presença importante e direta nos acessos para a Série C em 2014, e para a Série B em 2015.

Formado nas categorias de base do Vitória junto com nomes como David Luiz, Marcelo Moreno e Apodi, Vitor, que na verdade queria ser jogador de basquete, mas se identificou também como goleiro, rapidamente se destacou a ponto de tomar o posto como goleiro titular da equipe baiana, passar pelas categorias de base da seleção brasileira e treinar por um mês com o time principal do Barcelona.

“Eu tive a oportunidade de treinar um dia sozinho com o Ronaldinho Gaúcho. Um dia ele precisou fazer um trabalho específico sozinho, porque estava voltando de lesão e precisava treinar para um jogo importante. Como estava todo mundo de folga, os caras foram me chamar e eu não entendi nada. Quando cheguei no vestiário e vi que era o Ronaldinho, tomei um susto. Mas foi muito bacana treinar com o melhor do mundo, fizemos apostas nas faltas e eu coloquei ele para pagar flexão”, completa Vitor.

Vitor
Vitor posa com Ronaldinho nos tempos de Barcelona (Reprodução/Arquivo pessoal)

Depois do Vitória, Vitor rodou o Brasil passando por Ponte Preta, Boavista-RJ, Joinville, Portuguesa, Atlético-GO, Arapongas, Bragantino, ABC, São José-RS e Novo Hamburgo. Com o fim do calendário na equipe gaúcha, o goleiro assinou um pré-contrato com o Londrina, para disputar o Campeonato Paranaense de 2014. Mas se dependesse dele, o torcedor alviceleste nunca teria conhecido São Vitor.

“Eu lutei para não ficar no Londrina, porque eu estava preocupado, precisando ganhar um dinheiro, e o salário aqui seria baixo, para apenas quatro meses de contrato. Nas férias de fim de ano eu recebi propostas do Fortaleza e do Deportivo Saprissa-CR, para ganhar muito mais, dei o ok para meu empresário negociar, mas já tinha assinado o pré-contrato com o Londrina. Pedi para o Sérgio e o Tencati me liberarem, mas por alguma interferência dívida não liberaram, e eu decidi ficar. Em poucos meses eu descobri que Deus tinha um grande propósito em me manter no Londrina, e mesmo com salário mais baixo, tive grandes conquistas pessoais.”

Vitor
Vitor sendo apresentado no Londrina, fato que quase não ocorreu por motivos financeiros (Reprodução/Pedro Rampazzo)

Vitor nutre um carinho muito grande pelo clube, no qual ele diz ser o ponto alto da carreira, onde conquistou o título Paranaense, prêmios individuais e foi vital nos acessos, principalmente da Série C para a Série B em 2015, quando considera ser seu auge. A identificação com o Tubarão e a cidade é tão grande, que o goleiro fez questão de que sua filha nascesse aqui para ser uma londrinense. Além disso, ele afirma que até hoje é conhecido como ‘Vitor do Londrina’ e tem muitos amigos na cidade. O goleiro ainda relatou que quando vestia o manto alviceleste, se sentia o Super Homem.

Questionado sobre os melhores períodos no clube, Vitor afirma que lembra com muito orgulho de algumas partidas, como o duelo decisivo contra o Coritiba na última rodada da primeira fase do Paranaense de 2014, a virada espetacular sobre o Athletico nas semifinais do próprio torneio, os confrontos contra o Criciúma na Copa do Brasil daquele ano, e a final contra o Maringá lá, da qual afirma que estava muito preparado fisicamente e psicologicamente, já que Cláudio Tencati treinou muitas cobranças de pênaltis, e ele próprio se fechou tanto no objetivo de ser campeão que não ouvia nada no Willie Davids naquela tarde.

Mas apesar de todas as glórias, Vitor relata que seu melhor momento com a camisa do Londrina foi na Série C de 2015. O goleiro descreve que o grupo estava fechado no objetivo de levar o Tubarão à Série B, encaixou muito bem e fez uma grande campanha, principalmente defensivamente, na qual o destaque foi ele próprio, sendo eleito o melhor jogador. Por outro lado, ele destaca que o grupo ficou chateado com a falta de apoio da torcida nos jogos finais.

“Quando passou o jogo do acesso, em que o estádio lotou e foi lindo, a torcida não pareceu tão empolgada, nem contra o Tupi e nem contra o Vila Nova. Então a gente entendeu que os torcedores pareciam satisfeitos só com o acesso, e o título só seria bom para os atletas. Tanto é que quando chegamos em Goiânia para a partida da volta, e vimos mais de 40 mil pessoas no estádio, pensamos ‘pô, olha só, parece que a torcida do Vila Nova quer mais o título que a nossa’, e o grupo relaxou também”, completou.

Vitor também falou sobre sua saída do Londrina, motivada por conta de sua opção religiosa. No final de 2015, ele decidiu se batizar na Igreja Adventista do Sétimo Dia, que tem como tradição e costume guardar os sábados apenas para atividades religiosas. Após a decisão, o goleiro se reuniu com Cláudio Tencati e Sérgio Malucelli, explicou toda a situação, afirmou que era possível ele disputar apenas as partidas durante a semana e aos domingos, mas o clube não aceitou. Porém, mesmo dizendo que faltou um pouco de compreensão do LEC, e relatando que no Brasil não existe liberdade religiosa, Vitor diz que entende a opção que os dirigentes tomaram, e que não guarda nenhum rancor por ninguém.

Vitor
Vitor também se aventurou no como escritor, lançando sua própria biografia em 2018 (Gustavo Oliveira/Londrina EC)

Vitor ainda falou sobre seu livro, missão missionária no Líbano que acabou sendo interrompida pela explosão em Beirute em agosto do ano passado, volta aos gramados, bastidores do elenco do Londrina em 2014, a quase ida a Chapecoense antes do acidente de 2016 e muito mais. Confira a conversa completa no nosso TubaCast #004 abaixo, ou em outro agregador de podcast de sua preferência.

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